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A coleção garrafada e plantas do cerrado criada pela artista Daisy Barros é um mergulho na pesquisa autoral da artista sobre o universo da medicina popular Brasileira.


Em muitos cantos do Brasil a medicina popular é o único acesso a remédios e a tratamentos, pois distantes de centros urbanos e sem acesso a rede pública de saúde, milhares de pessoas tem a manutenção de sua saúde graças ao trabalho de raizeiros e raizeiras ao rico conhecimento tradicional das plantas que curam.


Quando a medicina ocidental falha, a medicina popular também entra em cena. Do trabalho da parteira, aos remédios para curar dores, doenças, enfermidades da infância, da fase adulta e da velhice. Medicina tradicional herdada dos povos indígenas e quilombola, é transmitida de geração e geração por meio de praticas do dia-a-dia.


Chás, banhos, pomadas, entre tantos outros modos de fazer e usar, os remédios da medicina popular brasileira está mais vivia do que nunca, está nos centros urbanos, nas feiras, em garradas de plástico ou de vidro, em ervas in natura e no rico conhecimento dos donos de bancas sagradas.


Vem com a Tamã vestir-se de cura, de esperança e de valorização dos saberes originários dos sagrados remédios das plantas brasileiras em quatro incríveis camisetas feitas em Parceria com a artista Brasiliense Daisy Barros, a mamãe do Zeca.


Camiseta Garrafada


Água sagrada, abençoada com folhas, raízes e cipós. Amassadas com mãos de fé. Banham a alma, limpa os caminhos e faz renascer a esperança de cura. Vista-se de fé, banhe-se de cerrado, viva a cultura e os saberes das raizeiras e raizeiros.



Camiseta Jatobá


No cerrado em agosto ouve-se o estralo do jatobá caindo maduro no chão. Na Amazônia sua arvore passa dos 30 metros de altura e em setembro os jatobás maduros fazem a alegria dos curumins. Vamos celebrar nossos biomas e sua rica diversidade de alimentos que nutrem todas as formas de vida.


Camiseta Barbatimão


Barbatimão tem a casca grossa, e cheia de propriedade de cura. Tira inchaço e vence bactérias. Suas folhas pequenas revelam sua beleza, mas dele não se pode abusar, porque é valente e suas propriedade químicas são tóxicas se ingeridos, mas como sabonetes ou pomadas podem ajudar a cicatrizar feridas ou infecções na pele.


Camiseta Pau-Santo


Pau-santo é árvore macia, suas cascas são utilizadas para fazer cortiça e as folhas para fins medicinais em garrafadas, chás e infusões para estômago, útero e como anti-depressivos. Da planta também se extrai pigmento corante vermelho e verde.


Suas árvores são distribuídas por todo o cerrado e em novembro, presenciamos momentos lindos da sua floração. As folhas recebem um verde escuro, intenso e vivo, em contraste com o miolo rosado. As flores, brancas e amarelas, são delicadas e perfumadas; seu fruto, em formato de cápsula castanho-claro, guarda segredos e acompanha a árvore quase o ano todo, abrindo na seca e espalhando suas sementes de esperança…


Daisy Barros


Artista e ilustradora Brasiliense, é comunicadora por formação, especializada em Gráfico e Editorial pelo Istituto Europeo Di Design Brasil/Milano. Viveu em Madrid e lá estudou Design em Gastronomia e, a convite do Istituto Europeo di Design Madrid, participou do Design Experience (incluindo design de produto e fashion design).


Daisy mergulha no universo das cores, da padronagem e das técnicas de desenho para desenvolver ilustrações e estampas que sejam capazes de conduzir um sentimento, de traduzir um conceito e também de contar suas próprias histórias.

Busca sempre entrelaçar ao seu traço a sua maior inspiração: o Brasil de manifestações culturais autênticas, seu povo e a exuberância de nossa natureza. E, com o cuidado de quem faz arte, vai tracejando suas raízes, pincelando brasilidades.


Editorial


Direção – @Saviodrew

Fotos – @yasminvelloso_

Modelo - @mmatheusalcantara

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  • Cleber Oliveira

Atualizado: 8 de mai. de 2020

Algumas camisetas da Tamã são acompanhadas com escultura em miniatura do Tamanduá feitas por Artesãos Guarani.

O artesanato faz parte do Mbyá-Reko (sistema, modelo de vida), todo Mbyá nasce com o compromisso de continuar fazendo o trabalho que Nhanderu (Deus) ensinou. Os mais velhos ensinam os novos em uma relação familiar, onde os pais ensinam os filhos. A forma de fazer é um importante conhecimento tradicional que vem sendo transmitido de geração a geração através dos mais velhos e dos sonhos, momento quando os Mbyá entram em contato com seus ancestrais e divindades. Para produzir o artesanato os indígenas se envolvem em um trabalho demorado, que inclui o deslocamento para áreas distantes para busca da matéria prima, preparação do material que pode levar dias e por fim o trançar e o acabamento. Os Mbyá-Guarani, confeccionam diversos tipos de artesanatos como a cestaria, bichinhos, adornos e outros.

AJAKA/CESTOS

Os Mbyá costumam dizer que seus balaios e cestos são PORÃ, que quer dizer bonitos e bem feitos. A cestaria é feita com taquaras de várias espécies que podem ser tingidas ou de cor natural, os desenhos que são trançados nos cestos são grafismos que na língua Mbyá, chama-se de MBOPARA e expressa a arte de grafar e também de embelezar os cestos com desenhos que representam coisas que se observa na natureza como a peles de cobras, o sol, o desenho das borboletas e também os peixes.


Estes foram as primeiras formas de artesanatos que os Mbyá aprenderam a fazer e tem uma forte ligação com sua visão de mundo, pois de acordo com a tradição Nhanderú (Deus) criou a mulher a partir de um balaio.


VIXO RA’ANGÁ - BICHINHOS / ESCULTURAS


Para as comunidades Mbyá, o artesanato de madeira em forma dos bichinhos se trata de uma homenagem aos animais silvestres, e que correm risco de serem extintos, pois as matas estão acabando e os animais estão desaparecendo, “essa é uma forma de manter presentes na nossa região animais que a gente já não avista mais nas matas”.

As esculturas de bichinhos é um artesanato rico em detalhe, confeccionados pelos homens das comunidades utilizando madeiras como a Guajuvira, o Kurupicá e o Cedro.

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